sexta-feira, 11 de maio de 2012

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O senador Inácio Arruda (PCdoB) lidera, com 26%, a preferência dos eleitores na disputa para a Prefeitura de Fortaleza, segunda a pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (9). O ex-deputado federal do DEM Moroni Torgan tem 23% das menções, o deputado estadual Heitor Férrer (PDT) tem 19% e Marcos Cals (PSDB) 15% das intenções de voto. Num universo de 504 eleitores pesquisados, a margem é de 4%, o que indicaria uma disputa acirrada entre os líderes da pesquisa.

Pesquisa do Ibope Inteligência realizada entre os dias 28 e 30 de abril indica a possibilidade de uma disputa bastante acirrada para a Prefeitura de Fortaleza. Os pré-candidatos com maior expressão neste momento, de acordo com a pesquisa, são Inácio Arruda e Moroni Torgan, seguidos de perto por Heitor Férrer e Marcos Cals.

Neste momento, em que não há nenhuma definição oficial dos candidatos que concorrerão às próximas eleições, foram testados quatro cenários de intenção de voto, considerando possíveis nomes para esta disputa. Na primeira simulação, em que foram apresentados os nomes de sete possíveis pré-candidatos, aparecem tecnicamente empatados o senador Inácio Arruda (PCdoB) com 26% das intenções de voto, Moroni Torgan (DEM) com 23% das menções e, no limite da margem de erro, Heitor Férrer (PDT) e Marcos Cals (PSDB), respectivamente com 19% e 15% das intenções de voto. Renato Roseno (PSOL) tem 7% das menções, enquanto Elmano Freitas (PT), preferido da atual prefeita Luizianne Lins, e Roberto Cláudio (PSB) são citados por 1% dos eleitores de Fortaleza. Brancos e nulos somam 5% dos entrevistados e 3% se declaram indecisos.
Simulação de outros cenários

Em um segundo cenário testado, o pré-candidato do PSB, Roberto Cláudio, foi substituído por Ferruccio Feitosa, do mesmo partido. Nesta simulação, o senador Inácio Arruda e o candidato do DEM, Moroni Torgan, aparecem tecnicamente empatados com 25% e 23% das intenções de voto, respectivamente. Em um segundo patamar estão Heitor Férrer, com 18%, e Marcos Cals, com 14% das menções. Renato Roseno é citado por 8% dos entrevistados, enquanto Elmano Freitas e Ferruccio Feitosa obtêm 2% das menções. Os eleitores que afirmam a intenção de votar em branco ou de anular o seu voto representam 5% do eleitorado e 2% ainda se declaram indecisos com relação ao seu voto.

Num terceiro cenário testado, o pré-candidato Elmano Freitas é substituído pelo deputado estadual Artur Bruno (PT). O candidato do PCdoB aparece empatado tecnicamente com o candidato do DEM, mas amplia para 5% sua diferença, com 27% e 22% das intenções de voto, respectivamente. Heitor Férrer e Marcos Cals obtêm índices próximos de intenção de voto, com 16% e 14%, respectivamente. Renato Roseno é citado por 7% dos eleitores, Artur Bruno por 5% e Ferruccio Feitosa tem 2% das intenções de voto. O número de eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou de anular o seu voto representam 5% do eleitorado, enquanto 2% ainda se declaram indecisos.

No quarto e último cenário testado nesta pesquisa, o pré-candidato Ferruccio Feitosa foi substituído por Roberto Cláudio. Neste cenário, Inácio e Moroni mais uma vez aparecem empatados tecnicamente, com 27% e 23% das intenções de voto dos eleitores de Fortaleza. Em seguida, Heitor Férrer e Marcos Cals obtêm 16% e 13% das menções, respectivamente. Renato Roseno é citado por 7% dos eleitores, Artur Bruno por 6% e Roberto Cláudio tem 1% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 5% dos entrevistados, enquanto 2% declaram-se indecisos.

Espontânea

O Ibope Inteligência também perguntou em quem os entrevistados votariam para prefeito espontaneamente, ou seja, sem a apresentação de nomes de candidatos. Nesta situação, 60% dos entrevistados declaram não saber em quem votariam ou não opinam sobre sua preferência. Moroni aparece com 6% das citações, seguido por Heitor Férrer e Marcos Cals, com 5% das menções cada um, e por Inácio Arruda, com 4%. A atual prefeita Luizianne Lins é citada por 3% dos entrevistados, assim como o candidato do PSOL, Renato Roseno. Os demais candidatos obtêm 1% ou menos das intenções de voto.

Influência de apoios

Os entrevistados foram questionados sobre a influência de apoio de algumas lideranças políticas na decisão do seu voto. Para 76% dos eleitores, o apoio do ex-presidente Lula aumentaria muito ou um pouco a vontade de votar em um candidato à prefeitura de Fortaleza. No caso da presidente Dilma, 69% declaram que seu apoio influenciaria muito ou um pouco na decisão de voto, enquanto 41% fazem esta afirmação em relação ao governador Cid Gomes e 44% quanto ao apoio do ex-deputado Ciro Gomes. O ex-senador Tasso Jereissati e o ex-governador Lucio Alcântara influenciariam positivamente a decisão de voto de 33% dos eleitores, enquanto a atual prefeita influencia positivamente a decisão de 18% dos eleitores.

Avaliação da administração municipal

A administração da prefeita Luizianne Lins é avaliada positivamente por cerca de 1/5 dos eleitores fortalezenses (20%, soma dos índices ótima ou boa), enquanto 32% classificam-na como regular e 48% como ruim ou péssima.
Já na pergunta de aprovação da administração, 2/3 dos eleitores (66%) desaprovam a forma como Luizianne vem administrando Fortaleza e 30% aprovam a sua gestão. Não confiam em Luizianne 66% dos entrevistados e 29% declaram confiar na prefeita.

Avaliação das administrações estadual e federal

A administração do governador Cid Gomes é avaliada de maneira positiva (ótima/ boa) por 44% dos eleitores, como regular por 42%, e de forma negativa por 12% (índice dos que avaliam como ruim ou péssima). Quando perguntados se aprovam o governo de Cid Gomes, 60% dos eleitores afirmam que apoiam o seu governo, contra 32% que afirmam não aprovar a administração. Os eleitores que confiam no Governador representam 56% do eleitorado e 36% não confiam.

A administração da presidente Dilma Rousseff é avaliada como ótima ou boa por 7 em cada 10 entrevistados (73%), como regular por 21% e como ruim ou péssima por apenas 5% dos eleitores de Fortaleza. Entre os entrevistados, 88% aprovam a forma como a presidente administra o país, enquanto 10% desaprovam. Em relação à confiança, 85% dos fortalezenses confiam na presidente, enquanto 13% afirmam que não confiam.

FICHA TÉCNICA DA PESQUISA (JOB Nº 0946 | 2012)
Período de campo: a pesquisa foi realizada entre os dias 28 e 30 de abril de 2012.
Tamanho da amostra: foram entrevistados 504 eleitores.
Margem de erro: é de quatro pontos percentuais, considerando um grau de confiança de 95%.
Solicitante: pesquisa contratada pelo Diretório Estadual do Partido Socialista Brasileiro – PSB – CE
Registro eleitoral: registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, sob protocolo nº CE-00001/2012.


Fonte: Ibope

Noticias ABONG - Associação Brasileira de Organizações não Governamentais


Congresso aprova novo Código Florestal e sociedade civil se mobiliza pelo “Veta, Dilma”

Movimentos sociais, organizações da sociedade civil e milhões de brasileiros e brasileiras, que se manifestam dia-a-dia por meios de comunicação diversos, estão mobilizados para que a presidenta Dilma Rousseff cumpra sua promessa de campanha de não anistiar desmatadores e vete na íntegra o Novo Código Florestal, imposto à sociedade brasileira pela bancada ruralista do Congresso Nacional. Organizações associadas da Abong, Comissão Pastoral da Terra, pescadores/as, populações ribeirinhas, ambientalistas e mulheres da Via Campesina, dentre tantas outras entidades e movimentos, já manifestaram publicamente seus apelos à presidenta pelo veto. “Queremos veto integral, e já estamos nos mobilizando. Só neste final de semana em São Paulo serão três manifestações, e para o dia 20 de maio estamos organizando uma grande mobilização”, explica Beloyanis Bueno Monteiro, coordenador de mobilização da SOS Mata Atlântica e diretor regional da Abong-SP.

A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra, CPT, manifestou sua indignação por meio de uma carta pública (leia aqui), em que critica a sobreposição dos interesses do agronegócio aos da nação brasileira. Diante disso, a CPT espera que “a presidenta não compactue com a imposição da bancada ruralista e vete este texto. A natureza e o Brasil vão agradecer”.

Beloyanis ressalta a realização de várias pequenas manifestações pelo Brasil, nas ruas ou com o uso de redes sociais na Internet, para denunciar a omissão do governo brasileiro frente aos interesses dos ruralistas. “O governo não segurou sua base aliada, que votou em peso pela alteração do Código”. Frente a isso, Baloyanis afirma que será realizada uma mobilização na Rio + 20, e pede às pessoas “que realizem twittaços e mandem cartas para a presidenta, isto qualquer um pode fazer. Se não pressionarmos, o governo não fará nada” (para enviar uma mensagem eletrônica à presidenta, acesse aqui).

Se sancionado, o novo Código Florestal deve provocar modificações profundas no modo de vida das populações do campo e da cidade (leia aqui o texto “13 razões para o veto Total da PL 1876/99), devido ao aumento do desmatamento, alteração do equilíbrio ambiental e expulsão de povos nativos pela especulação, pois há disputas pelos territórios entre o capital financeiro e as comunidades tradicionais e trabalhadores rurais

No último editorial do Informes Abong (leia aqui), Raul Telles do Valle, do Instituto Socioambiental (ISA), lembra que, se o Novo Código for sancionado, “não teremos mais um instrumento legal para induzir a recomposição das áreas ilegalmente desmatadas. Estará praticamente tudo anistiado”, e projetos como “o da revitalização do São Francisco, por exemplo, serão para sempre interrompidos”. Além disso, este “prêmio à ilegalidade levará a mais ilegalidade, e seguramente as taxas de desmatamento ilegal voltarão a subir".

terça-feira, 8 de maio de 2012




Dia 12 de maio a FAFOR realizará a festa para as mães das suas associações filiadas e na ocasião contará com uma grande parceria para homenageá-las: PMF, SER IV, AMC e PEFOCE.
As mães e mulheres presentes ao evento poderão usufruir de serviços gratuitos como:
MOMENTO DE BELEZA, MOMENTO SAÚDE, MOMENTO CIDADANIA E MOMENTO PRESENTE.
O evento está programado para começar a partir da 8h no Ginásio Poliesportivo da Parangaba e deverá se estender até o meio-dia. Também estão previstos sorteios de brindes, atrações culturais, apresentação de capoeira, grupo de danças e a Banda da Policia Militar na abertura do evento.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Projeto lazer e Integração da Família no Parque Santa Rosa

Na última terça-feira dia 1º de maio, a FAFOR, em parceria com a SECEL - Secretaria de Esporte e Lazer, realizou um dia de lazer na comunidade em torno do Campo dos Bandeirantes no Parque Santa Rosa através do Projeto LAZER E INTEGRAÇÃO DA FAMÍLIA. Foram realizadas atividades esportivas com crianças e também um torneiro de futebol amador categoria adulto, onde sagrou-se campeão o MANCHESTER e o vice foi o JERUSALÉM. A competição que reuniu times da região, incrementou o evento, que visa justamente envolver as pessoas da comunidade nas atividades de entretenimento e lazer, de forma gratuita e democrática.
A Federação também efetivou a distribuição de água e lanche para as crianças participantes das atividades, bem como, a instalação de vários brinquedos infláveis. O evento também contou com a participação de um forró regional no palco cultural do evento. (veja galeria de fotos).


terça-feira, 24 de abril de 2012

ONG'S E O TERCEIRO SETOR





*O que é o Terceiro Setor?
O Terceiro Setor é um conceito muito abrangente e difuso, que procura agrupar uma grande variedade de instituições da sociedade civil que se constituíram com objetivos e estratégias distintas. O elemento de identidade é o fato de serem sem fins lucrativos, não se pautando, portanto, pelas leis mercantis, e de se caracterizarem pela promoção de interesses coletivos.
¹Rubem César Fernandes, antropólogo, define o Terceiro Setor como “composto de organizações sem fins lucrativos, criadas e mantidas pela ênfase na participação voluntária, num âmbito não-governamental, dando continuidade às práticas tradicionais da caridade, da filantropia, do mecenato e expandindo o seu sentido para outros domínios, graças, sobretudo, à incorporação do conceito de cidadania e de suas múltiplas manifestações na sociedade civil.”Vale dizer que existe uma trajetória histórica, nacional e internacional, um acúmulo de experiências que reconhece a importância crescente da ação de entidades privadas porém cominteresses públicos. 
A construção conceitual do Terceiro Setor só foi possível a partir do reconhecimento da importância do trabalho das ONGs pela sociedade globalizada, fenômeno que se afirma com toda a sua intensidade a partir dos anos 80 e que ganha escala e importância mundial na década de 90, quando as Nações Unidas promovem uma sucessão de Cúpulas Sociais para construir uma agenda social global. As manifestações que ocorreram há pouco, em Seattle, quando da reunião da OMC, e sua repercussão junto aos governos e à opinião pública atestam a importância e a legitimidade das ONGs enquanto atores que se orientam em defesa do interesse público e da cidadania.Esta vitalidade de novas instituições da sociedade civil, aliada ao enfraquecimento das representações sindicais e à crise de legitimidade dos partidos políticos, traz para o centro das atenções movimentos sociais portadores de uma nova proposta de padrão civilizatório. A preservação do meio ambiente, a busca da eqüidade no tratamento das questões de gênero, o combate às discriminaçõesétnicas, religiosas e culturais e a inclusão social ganham espaço na agenda política pelo esforço e atuação destas entidades. Esses movimentos sociais – novos e velhos em suas tradições– contribuem para a construção de novos espaços públicos, de uma nova institucionalidade que amplia a participação democrática e que dão a possibilidade, por exemplo, de aproximação entreONGs e instituições filantrópicas e caritativas, que passam a resignificar o seu trabalho e orientar-se para atuar também na formulação de novos direitos e novas políticas públicas.
²Ruth Cardoso reconhece e qualifica esse processo. “Tenho a convicção de que o conceito de Terceiro Setor descreve um espaço de participação e experimentação de novos modos de pensar e agir sobre a realidade social. Sua afirmação tem o grande mérito de romper a dicotomia entre público e privado, na qual público era sinônimo de estatal e privado de empresarial. Estamos vendo o surgimento de uma esfera pública não-estatal e de iniciativas privadas com sentido público. Isso enriquece e complexifica a dinâmica social.O Terceiro Setor, por sua vez, é um campo marcado por uma irredutível diversidade de atores e formas de organização. Na década de 80, foram as ONGs que, articulando recursos e experiências na base da sociedade, ganharam visibilidade enquanto novos espaços de participação cidadã. Hoje entende-se que o conceito de Terceiro Setor é bem mais abrangente, incluindo o amplo especto das instituições filantrópicas dedicadas à prestação de serviços nas áreas de saúde, educação e bem-estar social, bem como as organizações voltadas para a defesa dos direitos de grupos específicos da população, como as mulheres, negros e povos indígenas, ou de proteção ao meio ambiente, promoção do esporte, da cultura e do lazer. Este conceito engloba ainda as múltiplas experiências de trabalho voluntário, pelas quais cidadãos exprimem sua solidariedade através da doação de tempo, trabalho e talento para causas sociais.
De fato, a provisoriedade do conceito de Terceiro Setor não se deve somente à sua novidade. Ele é uma proposta de experimentação social, uma tentativa de trabalho conjunto que pretende reunir instituições muito diversas. O sucesso desta experimentação não depende somente destes atores, mas também – e talvez principalmente – da democratização das instituições que regulam a vida social e da redefinição de seus objetivos em prol da eqüidade e da justiça social, de uma nova proposta de relação do Estado com a sociedade civil.

Quando nos referimos ao Terceiro Setor, trata-se, segundo ³Andrés Thompson, diretor de programas para América Latina e Caribe da Fundação Kellogg, “de um conjunto mais amplo e heterogêneo, com diversos interesses e agendas, dialético e contraditório, de organizações sem fins lucrativos, de um ‘Terceiro Setor’ que começa a explorar novos diálogos e uma nova cultura de participação cidadã. Para o Banco Mundial e outras instituições multilaterais, o Terceiro Setor, tendo à frente as ONGs, possui um importante papel executor de políticas sociais, articulado e complementar à ação do Estado. Na sua avaliação, estas instituições sem fins lucrativos estão mais enraizadas na sociedade e chegam a ter uma capilaridade que o Estado não pode ter: são eficientes, baratas, não desperdiçam recursos com a burocracia, não são corruptas e apresentam resultados muito mais significativos que a ação do Estado. São, portanto, ideais para substituírem ou complementarem a ação dos órgãos públicos na área social. Neste sentido, a expectativa quanto ao seu papel é de se tornarem “neogovernamentais”, isto é, entidades terceirizadas, braços executores de políticas públicas  definidas a partir do Estado.

Texto extraido de CADERNOS DO FÓRUM SÃO PAULO SÉCULO XXI , Caderno 8, Terceiro Setor, 1999.¹FERNANDES, Rubem César. “O que é o Terceiro Setor?” Terceiro Setor: desenvolvimento social sustentado. São Paulo, Ed. Paz e Terra; 1997, p.27.²CARDOSO, Ruth; “Fortalecimento da sociedade civil”. Terceiro Setor: desenvolvimento social sustentado. São Paulo, Ed. Paz e

Terra; 1997; p.8.³THOMPSON, Andrés ; “Do compromisso à eficiência? Os caminhos do Terceiro Setor na América Latina”. Terceiro Setor:

desenvolvimento social sustentado. São Paulo, Ed. Paz e Terra; 1997; p.45.